What's wrong with my tongue/ These words keep slipping away/ I stutter I stumble/ Like I've got nothing to say/ I'm feeling nervous/ Trying to be so perfect (Avril Lavigne)

Saturday, October 04, 2008


Mudar é movimentarmo-nos. Mudar é transformarmo-nos. Mudar é aceitar que temos de nos adaptar. Mudar é crescer.

Mudar faz-nos interiormente sentir um conjunto de emoções difíceis de explicar. Começa por ser um normal nervosismo, pelo medo do desconhecido. Passa a ser um nervosismo se não conseguimos corresponder às expectativas que têm de nós. Ao mesmo tempo sentimos tristeza por estarmos longe daquilo que nos era habitual...


Mas é bom quando todas essas emoções, ao longo do tempo, pouco tempo, são ultrapassadas pela existência de seres humanos superiores, que nos apoiam incondicionalmente apesar de tudo o que possa surgir. Mas também daqueles que nos acolhem, que nos fazem sentir que somos parte de algo, que não somos meros estranhos...


A experiência de mudar às vezes pode ser tão espectacular que tentamos absorver tudo aquilo que nos rodeia, sem pensar no dia seguinte.


Saudades do meu mundo, mas a querer viver este novo ao máximo!

Friday, May 02, 2008




Para quem ainda não conhece, ou pelo menos para quem ainda não sabe que também está na net, M80, a rádio que transmite músicas dos anos 70, 80 e 90.


É uma rádio com um conceito espectacular e embora eu só pertença à última década que eles cobrem, cresci a ouvir as músicas das outras décadas no vinil, ou na rádio quando andava de carro... algumas já nem me lembrava delas...


Ouçam, vale muito a pena!


Friday, February 01, 2008

E Portugal?

A abordagem superficial da história, no início deste livro, mostra-nos que Portugal nunca se tornou a potência dominante da Europa, o «coração» da Ordem Mercantil, que poderia ter sido no século XVI, essencialmente por três razões.

Por um lado, Portugal sempre privilegiou a defesa da agricultura, das indústrias alimentares, do rendimento da terra e dos interesses burocráticos que lhe estão associados, em detrimento da indústria, do lucro, da mobilidade, da inovação e das tecnologias do movimento. Depois, o país viveu na nostalgia de um passado idealizado, fazendo a reverência ao poder, com receio do povo e das suas classes burocráticas, constantemente reconstituídas. Perseguiu as suas elites ligadas ao comércio e gastou os imensos recursos provenientes da América em indústrias ultrapassadas ou em produtos importados do resto da Europa.

Por outro lado, Portugal nunca se mostrou capaz de controlar os mares do ponto de vista comercial, nem mesmo no período em que dispunha de uma força naval e de uma marinha militar e mercante sem rival. Não soube dar prioridade ao desenvolvimento de um porto de envergadura mundial e de um mercado financeiro que os seus sectores agrícola e industrial poderiam ter feito ascender ao estatuto de «coração», no ponto de passagem entre o Atlântico e o Mediterrâneo.

Por fim, o país nunca conseguiu formar, promover, nem acolher uma classe criativa: nunca formou, em número suficiente, marinheiros, engenheiros, investigadores, empresários, comerciantes, industriais; nunca atraiu para o seu território suficientes cientistas, financeiros, fundadores de empresas: apenas teólogos, militares, senhores feudais, artistas comanditados pelo poder, e administradores encarregues de sintetizar e de administrar, mas sobretudo de correr riscos. Tal como a Espanha, os dirigentes portugueses expulsaram judeus e muçulmanos, instrumentos da modernidade no mercado.

Em suma, Portugal nunca se tornou um «coração» porque não soube, em nenhum momento, reger-se pelas leis da história do futuro que aqui descrevi.

O futuro de Portugal dependerá, de hoje em diante, da forma como o país souber respeitar estas leis e seguir as regras do sucesso: criar um ambiente relacional; suscitar o desejo de um destino comum; favorecer uma criação mais livre; construir um grande porto e uma grande praça financeira; fornecer aos cidadãos, de modo equitativo, formação nos novos saberes; dominar as tecnologias do futuro; elaborar uma geopolítica; constituir as alianças necessárias. Portugal encontra-se numa posição geográfica crucial: no cruzamento da América, da África e da Europa; pode fazer uso de um extraordinário potencial de crescimento se aproveitar esta localização triplamente vantajosa.

Para enfrentar o século XXI com serenidade, Portugal deverá vencer o desafio colocado pelo envelhecimento da sua população. Embora a imigração, nomeadamente dos países do Leste Europeu, tenha permitido um abrandamento deste fenómeno, Portugal tem uma das taxas de natalidade mais baixas da Europa, com 1,4 filhos por mulher. A este ritmo, o declínio populacional que o país conheceu em finais dos anos 80 recomeçará a partir de 2015, com uma população que não ultrapassará os 11 milhões de habitantes.

Portugal deverá ainda voltar-se para as profissões de maior valor acrescentado, por forma a garantir a sua competitividade futura. Será igualmente necessário um considerável esforço de investimento em matéria de inovação e educação superior. O Estado está consciente desta necessidade (...). O país terá de dar sequência a este esforço, melhorando a qualidade do ensino superior e desenvolvendo a formação profissional, se quiser obter taxas de crescimento anual superiores a 2% depois de 2008.



Jacques Attali, Breve História do Futuro

Sunday, December 23, 2007

Há meio ano que este blog andava parado. A verdade é que a mudança e a quantidade de trabalho me fizeram parar por uns tempos.
No entanto, estou de volta e vou continuar a comentar espectáculos, peças de teatro, eventos que surjam na cena cultural de Lisboa e, com alguma sorte, de outros locais do país.

Para aqueles que continuam a acreditar em mim e que passaram algum tempo a dizer-me que devia voltar a escrever, obrigada! Conseguiram! Estou de volta!
Não prometo muita coisa nem muita regularidade, mas farei os possíveis!

Por fim, só me resta desejar a todos os que passarem por aqui, um Feliz Natal e um Óptimo Ano Novo! Que 2008 seja um ano de sucesso para vocês!

Sunday, July 22, 2007

TearDrop

Love, love is a verb
Love is a doing word
Fearless on my breath
Gentle impulsion
Shakes me makes me lighter
Fearless on my breath
Teardrop on the fire
Fearless on my breath
Night, night of matter
Black flowers blossom
Fearless on my breath
Black flowers blossom
Fearless on my breath
Teardrop on the fire
Fearless on my breath
Water is my eye
Most faithful mirror
Fearless on my breath
Teardrop on the fire of a confession
Fearless on my breath
Most faithful mirror
Fearless on my breath
Teardrop on the fire
Fearless on my breath
You're stumbling a little

TearDrop - Massive Attack

Wednesday, June 13, 2007

Lá vai Lisboa...

Sardinhas Assadas... Fado... Alfama... Manjericos...

Castelo... Ruelas...

Povo... Fumo... Farturas... Sangria...

Pão e Vinho...

Santo António, São João e São Pedro...

Balões... Marchas...

Amor... Cantigas... Bifanas... Casamenteiras... Avenida...

Bairros...

Guitarras... Passeios... Vielas... Paixão...

Eternos enamorados...

Travessas... Multidões...

De tudo isto, e muito mais, viveu Lisboa num dia fantástico e memorável!!!





Friday, April 27, 2007

Anjos - Tu és Minha

São 3 horas
Sinto o frio
Quero dormir e não consigo
Quero ver-te
E sentir-te
Estar contigo...


Se não estás
Admito
Fico só e tão aflito
Volto atrás
Dou o dito
Por não dito


Num jogo solitário contigo
Tu és o fogo onde me quero queimar
Eu sou um barco vazio
À procura do teu rio
E sem ter nada a perder
Só te quero dizer


Refrão
Tu és minha, e só minha
Toda minha
E agora com quem estás?
Só te quero pedir por favor
Larga tudo e vem curar esta dor!
minha...
tu és minha...
e só minha...
e agora com quem estás?


Sei que no teu peito eu vou sempre estar
Sei que ninguém ocupa o meu lugar


Já são seis
e acordado
imagino-te a meu lado
Onde estás?
Estou aqui!
Eu sou parte de ti
Tu és parte de mim

(Refrão)

Que horas são?
Tanto faz...
Eu não sei onde estás...